AGRICULTOR ACUSA PREFEITURA DE INVADIR SUAS TERRAS PARA AMPLIAR ESCOLA

Pelo visto, a Prefeitura de Poço Fundo terá que enfrentar, nos próximos dias, mais uma batalha nas barras do tribunal. Um agricultor do bairro Barreiro acusa o Poder Executivo de invadir suas terras para ampliar o espaço da Escola Municipal Juca Alves.
De acordo com Ronaldo José Mendes (65 anos), as terras para a instituição de ensino foram doadas por seu sogro, há cerca de 50 anos, e desde então nunca houve qualquer problema, mesmo com uma familia se instalando no que seria propriedade da escola. O problema é que, exatamente na última semana, o setor de obras da Prefeitura, com a escritura em mãos, resolveu fazer uma nova medição do espaço e teria iniciado a contagem a partir do ponto errado. “Começaram a medir pelo menos de sete a dez metros à frente do ponto correto, e com isso entraram dentro da minha área de plantio, destruindo uma lavoura de milho que está acabando de nascer, e ainda já colocando cercas novas no local”, afirma o lavrador.
Fomos ao local nesta sexta-feira (24), e constatamos a falha no inicio das medições, com base no testemunho do morador vizinho da escola. Na Secretaria de Obras, no entanto, ninguém admite a falha. “Seguimos a escritura, que é a correta, e por isso não considero que tenhamos cometido algum erro”, disse o secretário José Marcos Magalhães.
O agricultor já contratou uma advogada, fez um boletim de ocorrência e pretende entrar com uma ação de reintegração de posse, além de solicitar a interrupção da construção da nova cerca por meio de uma liminar. “Mesmo que eles estivessem certos, não poderiam simplesmente destruir minha lavoura, sem nenhum aviso”.
Segundo informações da prefeitura, a assessoria jurídica já foi informada disso e já prepara a estratégia para defender a área.
Detalhes em nossas próximas edições do grupo JPF.

 

 

 

 

 

FIÉIS FAZEM PROCISSÃO DE MANHÃ E CHUVA VEM COM TUDO NA TARDE DE SEXTA-FEIRA

Pelo que parece, os céus ouviram as preces dos poço-fundenses, feitas durante uma pequena procissão na manhã desta sexta-feira (24). Uma forte chuva caiu sobre a cidade no final desta tarde, com volume muito maior que o previsto pela meteorologia, que era de 2mm.
O vento causou alguns estragos, como a queda de uma árvore na residência do Anísio (do café), onde antes funcionava o Lua Bar. Felizmente, ninguém se feriu e os prejuízos foram mínimos.
Nas ruas, as enxurradas foram bem mais fortes que as das últimas precipitações, e a famosa “enchente da junção” voltou a ocorrer, só que desta vez, ao invés de reclamações, houve comemorações.
Nossa reportagem resolveu sair para as ruas, a fim de acompanhar de perto o fenômeno tão desejado pelo povo, e ainda teve que encarar uma rápida chuva de granizo, por sorte com pedras bem pequenas e quase invisíveis, mas valeu a pena.
Ainda assim, os índices continuam baixos, e é preciso muito mais que tormentas como essa para fazer as coisas voltarem ao normal… Esperamos que isso não demore a acontecer…
Confira no vídeo abaixo como foi a tempestade.

 

FIÉIS REZAM POR VOLTA DAS CHUVAS

A situação não está das melhores, de fato. Mesmo com as previsões de que as chuvas voltem a cair até o início de novembro, as informações são também de que elas não seriam suficientes para corrigir todo o estrago causado pela seca que tem assolado a região, e as coisas podem piorar ainda mais com as próximas estiagens.
Conscientizar as pessoas quanto à necessidade de economia de água e atos de preservação de tudo que contribui para o equilibrio ambiental, como a manutenção de florestas, nascentes e a diminuição da poluição, pelo visto, não surtirão efeito a não ser quando já for tarde demais. O que resta é pedir aos céus que pelo menos amenizem a tragédia.
Foi exatamente isso que fizeram 16 corajosos e fervorosos fiéis católicos, a partir da madrugada desta sexta-feira (24), em Poço Fundo. Logo após uma missa, com orações voltadas para o pedido de que as chuvas voltem à região, o grupo também fez uma longa caminhada, atravessando a cidade até o local onde está fixado o Cruzeiro. No terço e nas músicas, pedidos de alívio da seca, consciência à população e confiança de que as coisas irão melhorar. “Se as águas não voltarem a cair com abundância, em breve não teremos problemas só com a sede, mas também com a fome. Isso é muito sério. Precisamos fazer a nossa parte, mas também pedir a Deus que nos ajude neste momento tão complicado”, diz Helena Ferreira, uma das líderes do movimento.
Quanto ao número de participantes, não foi motivo de desânimo… “Se onde dois ou três estão reunidos Deus já está no meio deles, imagine com 16? Tá bom”, brincou um dos caminheiros.

Previsão: Durante todo o percurso, nuvens aparentemente carregadas pareciam acompanhar a caminhada dos fiéis, e por isso resolvemos fazer uma rápida pesquisa nas previsões meteorológicas, embora estas tenham cometido erros crassos últimamente. Pelo que se apresenta, dá uma certa animação. Para hoje, apenas 2mm de precipitações. Para amanhã, 12 mm, e para o domingo, 30 mm… Será que juntando oração e ciência desta vez vamos nos molhar mais um pouquinho?