CATEQUISTA É PRESO POR SUPOSTO CRIME DE LASCÍVIA

POLÍCIA

Um crime de lascívia (delito cometido em detrimento da satisfação do prazer sexual próprio ou de outrem sob qualquer aspecto, seja por conjunção carnal ou outro ato libidinoso). Assim está sendo tratado o caso do catequista Eduardo Mio (34 anos), detido pela Polícia Civil no último dia 3 (quarta-feira). O rapaz é acusado de ter utilizado uma rede social para aliciar (enviar conteúdos pornográficos – fotos e vídeos se masturbando) e tentar marcar um encontro com uma menina de 12 anos, que era sua ex-aluna. O material foi descoberto pela mãe da vítima, que pegou o telefone celular da filha horas após os arquivos terem sido encaminhados pelo autor. O fato ganhou grande repercussão municipal e regional e gerou muita revolta na população poço-fundense.

De acordo com o delegado Éder Neves, a informação chegou à Polícia Civil por meio dos genitores da adolescente. “Logo de manhã, os pais da garota nos procuraram e reportaram os fatos, alegando que a filha estava sendo aliciada pela internet. Então, fizemos uma análise inicial e deslumbramos a conduta criminosa naquele material, motivo pelo qual a gente solicitou a prisão preventiva do investigado e autor das mensagens. Depois, com todos os elementos alinhavados, nossa equipe, de forma ininterrupta e imediata, passou a buscar dados que levassem ao acusado. Daí, descobrimos que o rapaz estava trabalhando na zona rural do município e diligenciamos até lá, logrando êxito em abordá-lo e autuá-lo em flagrante delito pelo crime, em tese, de satisfação de lascívia mediante a presença virtual da menina. Na ocasião, também apreendemos o celular dele”.

Ainda conforme o chefe da Polícia Civil de Poço Fundo, ao ser preso, Eduardo confessou ser o autor dos conteúdos enviados à menina. “No Boletim de Ocorrência lavrado sobre o caso, consta que o suspeito confessou, ao ser detido, que havia mantido conversas de conteúdo libidinoso com a vítima pelo celular e que também enviou a ela vídeos e fotos em que aparece se masturbando. Logo, diante dos elementos alinhavados, restou a confirmação da autoria delitiva que resultou na detenção do investigado”.

Depois de ser preso, Eduardo foi encaminhado ao Presídio de Machado, onde permaneceu aproximadamente por uma semana, antes de ser solto por seus advogados, que obtiveram uma decisão liminar favorável junto ao TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), na qual ficou estipulado que o rapaz deve cumprir outras medidas cautelares diversas da prisão, como não sair de casa e não manter contato com a vítima.

Os conteúdos compartilhados pelo suspeito não foram disponibilizados pela Polícia, pois o processo corre em segredo de Justiça.

Mais apurações

Segundo o delegado Éder, mesmo com a liberação do suspeito, as apurações continuam. “Prosseguimos objetivando identificar outras possíveis vítimas e solicitamos aos pais de crianças e adolescentes que tiveram contato com o investigado que conversem com seus filhos e nos procurem caso haja alguma suspeita. As identidades de todos serão mantidas em absoluto sigilo”.