Slider

LEITE ESTRAGADO GERA RECLAMAÇÕES DE COMPRADORES

Produto foi recolhido pela empresa fabricante, que enviou nota com explicação para o que pode ter ocorrido, além de garantir que o problema não causava risco à saúde dos consumidores

Poço-fundenses que compraram caixas do leite UHF desnatado CooperRita, na última semana, tiveram uma desagradável surpresa ao abri-las para consumo. Além de terem em seus copos o que mais parecia um soro, ainda perceberam que no fundo da embalagem ficava uma grossa pasta branca.
Imediatamente, alguns deles contactaram a reportagem do JPF, que compareceu em certas residências e comprovou que a queixa tem procedência. Em casos específicos, a aquisição foi de um pacote fechado e todo o material se perdeu.
Diante do problema, alguns dos compradores trataram de enviar imagens aos estabelecimentos onde o produto foi adquirido. O temor dos reclamantes era de que o mesmo pudesse estar contaminado ou que contivesse componentes químicos perigosos. Por uma questão de segurança, o representante da cooperativa então recolheu todo o lote que estava à venda.
A equipe do JPF enviou imagens ao SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) da CooperRita, que, solicitamente, respondeu à mensagem com uma nota, afirmando que, ao serem informados dos fatos, realizaram um rastreamento do processo de fabricação do referido lote, constatando que houve uma falha no tratamento térmico feito para esterilização (o leite teria permanecido na temperatura necessária por um período superior ao que é de praxe). No entanto, foi dada a garantia de que, embora altere o aspecto do produto, o erro não gerou nenhum risco de dano à saúde.
A empresa também se colocou à disposição para o ressarcimento dos custos dos consumidores e reafirmou o compromisso com a qualidade do que comercializam.
Confira o comunicado enviado por e-mail:

“A princípio, vale salientar que todos os produtos CooperRita são fabricados de acordo com rigorosos critérios de qualidade e somente são liberados após criteriosa avaliação, e estamos sempre atentos a possíveis situações esporádicas.
Por meio dos dados verificados pela foto enviada em seu primeiro contato (Data de Fabricação/Data de Validade/Lote/Hora), realizamos o rastreamento do processo de fabricação do produto em questão para fins de verificação das causas do defeito apresentado. Realizamos também análises das nossas contra amostras.
Em alguns dos horários de fabricação, constatamos a presença do sedimentado. Verificamos nos computadores de controle do equipamento de esterilização, que, em dados momentos, o leite, que para ser esterilizado deve ser submetido a 143 graus por quatro a seis segundos, permaneceu nessa temperatura por um tempo superior, de sete segundos.
Embora essa diferença pareça pequena, o tratamento térmico excedente é suficiente para alterar a conformação das proteínas, que se precipitam juntamente com cálcio e sais minerais, e parte da gordura, formando esse sedimentado branco. Embora altere o aspecto do leite, a presença do precipitado não causa nenhum dano à saúde, apenas alterações visuais e organolépticas.
Ressaltamos, que, embora tenhamos um rigoroso plano de amostragem e um período de quarentena, o problema não foi constatado antes da liberação porque a sedimentação demora um período considerável para ocorrer.
Pedimos que, por gentileza, nos encaminhe o contato dos consumidores que fizeram a reclamações, a fim de darmos esclarecimentos e ressarcimentos.
Na oportunidade, gostaríamos de firmar um convite para a visita em nossa usina, solicitando apenas que nos comunique com um dia de antecedência, quando houver a oportunidade.
Qualquer dúvida, estamos à sua disposição”.

SAC CooperRita

Deixe uma resposta